X Feira do Livro de Torres / TeleNews Torres - jornalista Antônio Barañano - Torres - RGS - Brasil

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CULTURA

 

X Feira do Livro

 

TeleNews Torrestelenewstorres@yahoo.com.br

 


Moacir Scliar interagiu com estudantes

 


Foto jornalista Antônio Barañano / TeleNews Torres

Scliar diante de uma platéia curiosa

A X Feira do Livro começou efetivamente na sexta-feira à tarde com uma palestra de Moacir Scliar para os estudantes de nossas escolas e para muitas leitoras suas que foram até a Prainha. O integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL) ao responder a um aluno que lhe perguntou se ele sofreu muito com o apelido Mico, em sua infância, respondeu que na época sim. Mas, que ao longo da vida esse apelido lhe serviu para sempre restabelecer nele o princípio da humildade.

"Quando alguém me chama de doutor Scliar devido a minha profissão ou me eleva à condição de membro da Academia Brasileira de Letras eu sempre penso que quem está ali um dia já foi o Mico". Scliar também foi questionado se chegou a ser discriminado na escola. Ele também foi afirmativo mas disse que com ou sem discriminações as pessoas tem que levar a vida em frente. "Ninguém foi mais discriminado do que Machado de Assis, numa época em que ser mulato no Brasil gerava uma grande discriminação, no entanto ele se tornou o maior escritor brasileiro de todos os tempos".

Scliar ainda incutiu nos jovens de Torres a idéia de que é necessário estar sempre se aprimorando. Disse que a primeira vez que leu o seu primeiro livro, como alguém que fosse ler Moacir Scliar, não gostou. "Comecei a ver que tinha uma série de coisas que poderiam ter sido escritas de forma diferente". Lembrou que como era um médico de saúde pública que trabalhava para o Estado, pouco tempo lhe sobrava para escrever.

"Enquanto preparassem meu sanduíche numa lancheria, eu aproveitava para escrever no guardanapo". Disse que passava preenchendo seus tempos vagos a escrever. "Hoje aposentado, não tenho mais necessidade disso, mas não perdi o hábito. Ainda, ontem, [quinta feira (2)],eu vinha do Rio, no avião, escrevendo. Ainda bem que hoje o lap top facilitou as coisas. O problema é quando alguém que está do seu lado quer saber sobre o que você está escrevendo ou quer dar opinião, sugerir que você escreva. Aí complica".

[ Clic para ler mais sobre a X Feira do Livro ]

 

Publicado em: 4 SETEMBRO 2010

 


X Feira do Livro foi entre 3 a 7 de Setembro

 

Sérgio Napp foi o patrono da X Feira do Livro de Torres


A 10ª Feira do Livro de Torres teve como patrono o escritor, músico e letrista gaúcho Sérgio Napp. A abertura foi no dia 3 com palestra do escritor Moacir Scliar e foi até 7 de Setembro na Praça Borges de Medeiros, na Prainha, tendo e tendo como tema “10 anos fazendo história”.

O patrono Sergio Napp, nasceu em 3 de Julho de 1939 em Giruá/RS. Formou-se em engenharia, tornou-se professor universitário e continuou procurando caminhos, ora através da literatura, escrevendo de tudo e sobre tudo, tendo publicações em jornais de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, ora através da música, participando e sendo premiado em diversos festivais. Foi diretor da Casa de Cultura Mario Quintana. Entre seus livros estão Memória das águas (poesia), Delicadezas do espanto (prosa poética) e A gangue dos livros.

 


Gabriel, O Pensador veio a Torres

 

Gabriel, o Pensador

Uma das celebridades desta feira foi Gabriel, o Pensador. O rapper, escritor e poeta, conversou com o público sobre sua carreira e seus livros já publicados. O encontro com Gabriel foi na terça no Palco da Feira.

Gabriel tem três livros publicados: "Diário Noturno" que descreve diversas fases da sua criação e suas influências; “Um garoto chamado Roberto” que conta uma história cheia de ritmo e da verdade comovente que sempre evidenciou em suas letras, porém com enfoque infantil; “Meu pequeno rubro-negro”, também infantil que conta a história de um menino apaixonado por seu time.

 

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